Masturbação: sim ou não?


Hoje trago-vos um tema inserido no bem-estar sexual, nomeadamente, a masturbação.  Mas afinal o que isto significa?

A masturbação consiste na estimulação dos órgãos genitais pelo próprio indivíduo ou por outro, de forma manual ou recorrendo a objetos, para obtenção de excitação e satisfação sexual (NHS, 2018).

Segundo Carvalheira (2017), durante alguns séculos, muito devido à religião e medicina, a masturbação foi encarada como uma doença, uma atividade proibida na adolescência e uma situação maléfica na idade adulta. Já na segunda metade do século XX, houve uma mudança de pensamento onde esta passou a ser vista como um meio de tratamento para mulheres com problemas sexuais.

Na atualidade não existe um à vontade para falar abertamente da masturbação. Ainda subsiste sentimentos de culpa e vergonha, outrora defendidos pela religião e sociedade (sendo este ato mais permissivo para o homem face à mulher), bem como o sigilo individual, quer o indivíduo esteja solteiro ou numa relação (associação que o outro membro do casal está a ser substituído quando apenas é outra forma de obter gratificação sexual).

A masturbação é importante para que o individuo conheça o seu corpo e do que o estimula sexualmente (zonas corporais estimulantes, pressão e velocidade). A par disto promove a autoestima, beneficia o sono, diminui o stress, alivia as dores menstruais, entre outros benefícios (Rodrigues, 2016).

Para realizar a masturbação fica a critério de cada um, de como obtém maior prazer, mais focado na área erógena mais enervada ou associando outras. Por um lado, o homem recorre a esta prática esfregando o seu pénis. Já a mulher toca e aperta o seu clitóris (saliência na parte da frente da vulva que detém a parte erógena mais sensitiva da mulher) (NHS, 2018).

Assim, a masturbação é uma prática sexual saudável e desejável, e ao longo da vida pode fazer parte do repertório sexual de qualquer homem ou mulher, independentemente de haver ou não um contexto relacional (Carvalheira, 2017).






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