O Valor da Autoestima


       


 

O conceito de autoestima é muito subjetivo, complexo e amplo. Esta é definida como a componente avaliativa e valorativa da pessoa acerca de si mesma, estando diretamente relacionada com as habilidades reais da pessoa (Arsenian, 1942, citado por Korman, 1967). Uma boa autoestima permite que o indivíduo tenha maior confiança nos próprios pensamentos e atos (Priberam, 2018).

Para Costa (2016), no Portal da Saúde Mental, ninguém nasce com uma boa ou má autoestima. Durante a infância, a criança começa a construí-la através do conjunto de ideias que possui a respeito de quem é e como se encaixa na família e na sociedade. Este processo construtivo é gradual e transversal a todo o desenvolvimento do indivíduo.

A mesma autora refere que a autoestima é modelada na criança através da forma como se educa, se transmite valores, se dá afeto, se elogia de forma realista,  se incentiva  a testar novas possibilidades, e  se permite que lide com possíveis erros inerentes à aprendizagem. Deste modo, a criança se sente amada e respeitada pelos pais e pessoas significativas  formando uma boa autoestima, o que se reflete na vida adulta onde o  conjunto de crenças e sentimentos desenvolvidos influencia positivamente a sua motivação, o seu comportamento e as suas emoções.



Segundo Carvalho (2009) a autoestima é influenciada pelas características sócio-económicas do indivíduo e também pela perceção sobre o mundo e sobre si. Assim, uma autoestima elevada proporciona a saúde mental, social e económica.

As estratégias de coping, em detrimento do evitamento, são a principal fonte de autoestima (Bednar e Peterson, 1995), ou seja, saber lidar com as diversas situações que ocorrem no dia a dia faz com que o indivíduo se sinta bem com ele mesmo e mais capaz para enfrentar novos acontecimentos.


O autoconhecimento e a resolução de feridas e bloqueios emocionais contribuem para uma boa autoestima. Se o indivíduo se conhecer nas diversas dimensões do Ser (Emocional - inteligência emocional, Psicológica - inteligência mental, relações interpessoais, Comportamental - consciência corporal/físico – desporto e alimentação e Motivacional e energético - consciência espiritual e motivacional) torna-se mais seguro e confiante por possuir mais recursos internos (Jorge, s.d.).

  

Todos os indivíduos possuem inseguranças que afetam a sua autoestima cabe a cada um mudar a forma de pensar, visualizando mais as coisas positivas do que negativas (Dr. Oz Show, s.d.).

Afirmar que estamos sempre bem compromete as emoções do indivíduo, sem que ocorra apoio por parte de outros, levando a doenças físicas e mentais. Também o facto de procurar agradar a todos impacta negativamente a autoestima pois torna-se um fardo, é fulcral procurar estar bem consigo mesmo.

Para fazer face às inseguranças e melhorar a autoestima é necessário:

·       Tomar consciências dos gatilhos e evitá-los (incluindo as redes sociais);
·       Diminuir o volume da voz interior negativa: em vez de, no espelho, ver o que não se gosta, dizer o que gosta. Isto leva o cérebro a ser mais positivo.
·       Descobrir porque é inseguro. Pode ser por situações com colegas de escola, família, bullying entre outros. Estes pensamentos precisam ser resolvidos, uma forma é falar consigo mesmo ou recorrer a ajuda especializada (psicólogo, médico, entre outros).

Na minha ótica, a autoestima, quer seja boa ou má ,requer um cuidado que deve ser mantido ao longo da nossa vida. Não descure da sua alimentação, faça exercício físico, durma bem, medite, mime-se, enfrente os seus medos (um de cada vez…=)) e procure ser autêntico (seja você mesmo). Beijinhos!!!





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