A liberdade de sermos Nós Próprios

              Começo a temática respirando profunda e serenamente, pois nada é melhor que se mostrar como se é de facto, isto é, a verdadeira essência do ser! É um puro sentimento de liberdade onde podemos ser espontâneos e autênticos no nosso percurso de vida em interação com os demais.






Não podemos negar que somos seres sociais pelo que implica adaptarmo-nos aos outros sem nos descaracterizarmos. E como isto se consegue?

Primeiramente, devemos procurar o auto-conhecimento (forças e potencialidades, mas também vulnerabilidades e limitações) de forma a sabermos quem somos para posterior aceitação do verdadeiro eu na sua plenitude. Aliado a isto, é necessário viver de acordo com o que se acredita, os nossos valores.  Por outro lado, temos os códigos e regras de conduta da sociedade que implicam serem seguidos para uma boa convivência, pelo que é necessário atender à forma de se expressar e não ferir o outro (adequação social).

           Segundo Valério (2017), a individualidade de cada um deve ser reinventada de modo criativo e com responsabilidade, sem receio das críticas externas perante os erros nem do temor em sair da zona de conforto. Assim, haverá abertura ao nível dos valores, da atividade intelectual e desportiva, do sentido de humor, da interação social, das atividades de lazer e outros âmbitos da identidade do indivíduo.




Para finalizar deixo-vos com quatro dicas práticas do psiquiatra espanhol Enrique Rojas (2012):
1-  Aprender a subtrair importância ao “que dirão” (o nosso bem-estar não pode depender da opinião dos outros);
2-   Sermos nós mesmos, mostrando-nos de forma espontânea (viver com naturalidade e afabilidade é muito bem aceite nas relações sociais);
3-  Não procurar a aprovação dos outros (mas sim a aprovação própria, isto consegue-se através do desenvolvimento da auto-estima para que seja o próprio a julgar o bom ou mau da sua conduta);
4- Desdramatizar qualquer falhanço que ocorrer na conduta do próprio (isto é, permitir-se ser imperfeito, onde os erros e acertos são lições essenciais para o progresso).

Eu sou eu, tu és tu, ele (a) é ele (a), nós somos nós, vós sóis vós, eles (as) são eles (as)…. Com isto quero dizer que podemos ser nós mesmos dando espaço para que o outro seja ele e com isto sejamos um todo.

Muito obrigada e até breve !! =)


Referências:

Rojas, E. (2012), Não te rendas! 1ª edição, Matéria Prima Edições. Lisboa

Valério, J. ( 2017). A arte de sermos nós mesmos. Acedido no URL.https://www.psicologia.pt/artigos/ver_carreira.php?a-arte-de-sermos-nos-mesmos&id=335


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